Pesquisa aponta que 97,6% dos profissionais da Educação já enfrentaram adoecimento mental relacionado ao trabalho

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Foto: Freepik

Uma pesquisa divulgada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), com apoio técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), acendeu um alerta sobre a saúde mental dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação. De acordo com o levantamento, 97,6% dos profissionais ouvidos afirmaram já ter enfrentado algum tipo de adoecimento mental relacionado ao trabalho. A pesquisa reuniu relatos de professores(as), pedagogos(as), diretores(as) e outros profissionais da área, revelando um cenário marcado por sobrecarga, pressão constante, aumento das demandas e dificuldades estruturais enfrentadas no cotidiano escolar.

Entre os principais problemas apontados estão ansiedade e síndrome do pânico (41%), distúrbios do sono e insônia (33,5%) e depressão (29,8%). O estudo também mostra que 24,8% dos entrevistados já precisaram se afastar do trabalho em decorrência de questões relacionadas à saúde mental. Para a presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Canindé (SINDSEC), Ana Célia, os números reforçam uma realidade que precisa ser enfrentada com seriedade.

“Não podemos naturalizar o adoecimento dos trabalhadores da Educação. Por trás desses números existem profissionais que dedicam suas vidas à formação de crianças, jovens e adultos e que precisam de condições dignas de trabalho, valorização profissional e apoio para exercer suas funções com saúde e qualidade de vida”, destacou.

Especialistas apontam que fatores como violência escolar, excesso de burocracia, cobranças por resultados, baixos salários e falta de valorização profissional contribuem diretamente para o agravamento desse quadro. Para o movimento sindical, os dados reforçam a necessidade de ampliar o debate sobre saúde mental no ambiente de trabalho e fortalecer políticas públicas voltadas ao cuidado dos profissionais da Educação. Além da valorização salarial, a construção de ambientes mais saudáveis, acolhedores e estruturados é apontada como fundamental para garantir melhores condições de trabalho e uma educação pública de qualidade.

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