Na última quarta-feira (13), a direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Canindé (SINDSEC), representada pela presidenta Ana Célia, pela vice-presidenta Aurenice Santiago e pela secretária de Aposentados e Assuntos Previdenciários, Regina Lemos, esteve reunida com o secretário de Administração, Planejamento e Finanças do município, Carlos Antônio Alencar Cruz. O encontro teve como pauta central o reajuste salarial dos servidores que recebem acima do salário mínimo, fixado em 6% após aprovação em assembleia realizada no dia 10 de abril de 2026, além dos desdobramentos da recomendação do Ministério Público sobre os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Durante a reunião, a gestão informou que o município se encontra próximo do limite prudencial de gastos com pessoal, o que motivou a recomendação do Ministério Público. Apesar do cenário, o sindicato reforçou que a reposição inflacionária é um direito constitucional dos trabalhadores e que o reajuste aprovado pela categoria — fruto de uma contraproposta da própria gestão, já que a reivindicação inicial era de 7% — precisa ser encaminhado e aprovado pela Câmara Municipal. Até o momento, o projeto ainda não foi enviado ao Legislativo, gerando preocupação e cobrança por parte da entidade sindical diante do atraso e da indefinição.
A vice-presidenta do SINDSEC, Aurenice Santiago, destacou que os servidores não podem ser penalizados por questões administrativas da gestão.
“A Constituição Federal é clara ao garantir, no mínimo, a reposição da inflação aos trabalhadores. O sindicato sempre defendeu a legalidade e alertou sobre a necessidade de organização da folha e das despesas. Não é justo que os servidores paguem por problemas que já vinham sendo apontados. Seguiremos firmes na cobrança para que o reajuste seja enviado à Câmara e efetivado, garantindo o direito da categoria”, afirmou.








