
Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, em 2024, a taxa de trabalhadores sindicalizados voltou a crescer após mais de uma década de queda histórica no Brasil. Atualmente, 8,9% dos trabalhadores estão associados a sindicatos, o que representa cerca de 9,1 milhões de pessoas — um aumento de 812 mil em relação a 2023, quando a sindicalização havia atingido o ponto mais baixo da série. Apesar da recuperação, o índice ainda está distante dos 16,1% registrados em 2012, evidenciando os desafios para a reorganização da classe trabalhadora.
O levantamento também destaca a força do setor público, que mantém a maior taxa de sindicalização do país. Cerca de 18,9% dos servidores estatutários, militares e demais empregados públicos são filiados a entidades sindicais — quase o dobro da média nacional. O dado confirma que profissionais da educação, saúde, assistência social, segurança e administração pública seguem historicamente mais organizados, compreendendo a importância da atuação coletiva na defesa de direitos, valorização salarial e melhores condições de trabalho.
Para a presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Canindé (SINDSEC), Ana Célia, o crescimento é um sinal positivo, mas exige continuidade na mobilização.
“Os números mostram que os trabalhadores estão percebendo, novamente, a importância da organização sindical. No serviço público, sabemos que nenhuma conquista veio sem luta. Fortalecer o sindicato é fortalecer a nossa voz coletiva e garantir respeito aos nossos direitos”, afirmou.
O SINDSEC reforça que sindicalizar-se é um ato de consciência e compromisso com toda a categoria.







