Salário mínimo necessário deveria ser de R$ 7,1 mil, aponta pesquisa do DIEESE

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Foto: Freepik

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgaram na última segunda (09) os dados de fevereiro da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, que apontam aumento no valor do conjunto dos alimentos básicos em 14 das 27 capitais brasileiras. As maiores altas foram registradas em Natal (3,52%), João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%), Vitória (1,79%), Rio de Janeiro (1,15%) e Teresina (1,07%), evidenciando a pressão contínua sobre o custo de vida das famílias trabalhadoras.

Entre as capitais pesquisadas, São Paulo apresentou o maior valor da cesta básica, chegando a R$ 852,87, seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77). A pesquisa também revela que, para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas — considerando despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência — o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 7.164,94, o equivalente a 4,42 vezes o salário mínimo atual de R$ 1.621,00.

Para a presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Canindé (SINDSEC), Ana Célia, os números reforçam a necessidade de políticas de valorização salarial e proteção do poder de compra dos trabalhadores e trabalhadoras.

“Quando o preço dos alimentos sobe, quem mais sente é a classe trabalhadora. Esses dados mostram que o salário mínimo e os salários do serviço público ainda estão muito distantes do que seria necessário para garantir uma vida digna às famílias. Por isso, a luta por valorização salarial e por políticas públicas que enfrentem o alto custo de vida precisa seguir firme”, destacou.

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