
O custo da cesta básica voltou a subir em todo o país e reforça o impacto direto da inflação na vida dos trabalhadores e trabalhadoras. Dados divulgados na última quinta-feira (09) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que o valor do conjunto de alimentos básicos aumentou nas 27 capitais brasileiras no mês de março, evidenciando a pressão contínua sobre o orçamento das famílias.
Entre as capitais, as cestas mais caras foram registradas em São Paulo (R$ 883,94), Rio de Janeiro (R$ 867,97) e Cuiabá (R$ 838,40), enquanto os menores valores foram observados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42) e São Luís (R$ 634,26). Com base nesses dados, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.425,99 em março, valor equivalente a 4,58 vezes o salário mínimo atual de R$ 1.621,00. O cálculo considera gastos essenciais como alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e lazer, conforme previsto na Constituição Federal.
Para a vice-presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Canindé (SINDSEC), Aurenice Santiago, os dados reforçam a necessidade de valorização salarial e de políticas públicas que garantam dignidade à classe trabalhadora.
“Quando o custo da alimentação sobe em todo o país, quem mais sente é o trabalhador. Esses números mostram que o salário mínimo ainda está muito distante de garantir o básico para as famílias. Por isso, a luta por valorização salarial e melhores condições de vida precisa continuar sendo prioridade para a nossa categoria”, destacou.







