
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou na última terça-feira (7) que não pretende pautar projetos de lei que criem ou ampliem pisos salariais para categorias profissionais. Segundo o parlamentar, a decisão está relacionada à preocupação com o equilíbrio das contas públicas da União, dos estados e dos municípios. A declaração foi dada durante sessão no Senado Federal, após questionamentos sobre a tramitação de propostas voltadas à valorização de diferentes categorias profissionais.
A manifestação ocorreu após o senador Fabiano Contarato (PT-ES) cobrar o avanço do projeto que institui um piso salarial de R$ 3.036 para garis e margaridas. Durante o debate, o parlamentar argumentou que há tratamento desigual entre propostas que buscam valorizar diferentes categorias, enquanto Alcolumbre reiterou que, neste momento, não pretende incluir projetos dessa natureza na pauta do Senado em razão dos impactos fiscais apontados.
Para a presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Canindé (SINDSEC), Ana Célia, a valorização dos trabalhadores não pode ser tratada apenas sob a ótica do impacto financeiro.
“Os servidores públicos e os trabalhadores de diversas categorias desempenham funções essenciais para a sociedade e merecem reconhecimento. O debate sobre responsabilidade fiscal é importante, mas também é preciso discutir a valorização de quem garante o funcionamento dos serviços públicos. O SINDSEC continuará acompanhando essa discussão e defendendo políticas que promovam condições dignas de trabalho e remuneração para os trabalhadores”, destacou.







