
A tramitação da chamada reforma administrativa voltou ao centro do debate político, mas pode enfrentar novo adiamento. O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), coordenador do grupo de trabalho sobre o tema na Câmara, afirmou que a discussão da PEC 38/2025 pode ficar para 2027. Ainda assim, a proposta segue como ameaça concreta, já que o presidente da Câmara, Hugo Motta (REP-PB), pode pautar o texto a qualquer momento, inclusive com manobras para acelerar sua votação e pular etapas de tramitação.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa nacional, há avaliação de que, se debatida em 2026 — ano eleitoral —, a proposta tende a perder força, diante da resistência de parlamentares a medidas que flexibilizem direitos em período de campanha. Dos 171 deputados e deputadas que assinaram a PEC, 34 já pediram a retirada de suas assinaturas, movimento que, embora não impeça formalmente o andamento, demonstra desgaste do texto e reflete a pressão exercida por categorias e entidades representativas. O governo federal também tem se recusado a apoiar o projeto, ampliando o cenário de incerteza em torno da proposta.
Para o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Canindé (SINDSEC), a situação exige vigilância permanente. A vice-presidenta Aurenice Santiago destaca que o recuo de parte dos parlamentares é resultado direto da mobilização sindical.
“Esse enfraquecimento da PEC é fruto da luta das categorias e das entidades sindicais. A PEC 38 representa um ataque ao serviço público, ameaça a estabilidade, precariza carreiras, dificulta concursos e compromete o atendimento à população. Precisamos manter a mobilização, porque a retirada de direitos pode voltar à pauta a qualquer momento”, afirmou.







