
Na próxima quarta-feira, 29 de outubro, Brasília será o palco de uma das maiores mobilizações do ano. Servidores e servidoras das três esferas do serviço público — municipal, estadual e federal — tomarão as ruas da capital federal na Marcha Nacional contra a Reforma Administrativa. A ação faz parte da agenda unificada das entidades sindicais e centrais dos trabalhadores, que têm intensificado as mobilizações em todo o país com o objetivo de impedir o avanço da proposta no Congresso Nacional. Desde que o texto voltou a tramitar, no primeiro semestre de 2025, servidores vêm promovendo vigílias, paralisações e atos públicos em defesa do serviço público e dos direitos da população.
Apresentada sob o falso discurso de “modernização” e “eficiência”, a proposta de Reforma Administrativa representa, na prática, um projeto de desmonte do Estado brasileiro. O texto enfraquece a Constituição Federal de 1988, atinge a estabilidade dos servidores, abre brechas para contratações temporárias sem concurso e ameaça carreiras essenciais ao funcionamento do país, como as da saúde, da educação e da assistência social. Se aprovada, a reforma permitirá o avanço da privatização e da terceirização de serviços públicos, retirando do povo o direito a um atendimento universal e de qualidade.
Para Aurenice Santiago, vice-presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Canindé (SINDSEC), o momento exige união e resistência.
“Essa reforma é um ataque direto à classe trabalhadora e à própria democracia. Enfraquecer o serviço público é negar o acesso da população à saúde, à educação e à assistência. O SINDSEC estará na marcha, lado a lado com milhares de servidores, porque entendemos que defender o serviço público é defender o Brasil”, afirma a dirigente.







